Hoje é terça-feira e eu não estou animado pra fazer nada.
É, tô aqui, desde 08:00hs da manhã, fazendo nada. Não que eu não queira, ou melhor, eu realmente não quero. Mas não estou atôa por opção. Não tem nada pra fazer mesmo.
A mais ou menos vinte minutos atrás, coloquei o cd do Modern Jazz Quartet, e comecei a ler minhas postagens mais antigas. Todas elas! CA-RA-CA!!! Quanto erro!!! O fato é que eu não costumo ler depois que escrevo, também não sei como ativar o corretor automático aqui no blog. Na verdade nunca procurei saber… Sendo assim, não liguem para um errinho ou outro, às vezes.
Tô meio estranho ultimamente.
Quem me conhece, sabe que sou tranqüilo até demais. Um cara sereno, sem muita dificuldade a se adaptar a alguma coisa, e sem muitas pretenções.

Imagem pro texto não ficar totalmente apático =D
Confesso que nem sempre foi assim. Mas depois de uma mudança radical que tive – por obrigação – em minha vida a um tempo atrás – não muito, nem tão pouco – acabei me apegando a simplicidade de tudo. Tal apego me deu uma paz de espírito muito grande. Antes os momentos perdidos com raiva, chegavam a ser poucos. Hoje, quase nada.
Mas agora, por mais sereno que ainda estou, tenho me preocupado bastante com o futuro. Coisa que não era normal antes. Não pra mim. Tenho pensado mil coisas, mudado mil planos, vendo mil coisas de mil jeitos diferentes e, caramba, como diria Humberto, envelheci dez anos ou mais neste último mês.
Sim, está longe de ser ruim. Muito pelo contrário!
Evolução! Eu diria assim… todos os outros também…
Queria servir de exemplo para uma certa “parte de mim”, que ainda insiste em ficar estagnada a todos os maus hábitos que me irritam. Não é bom se sentir “impotente” diante de uma situação que outrora pareceu bem simples. Mas é assim que tenho me sentido às vezes… às vezes.
Cada um enxerga a vida como quer… também podemos mudar nossa visão quando quisermos… ou quando algo nos “força” a isso.
Hoje em dia, homem vira mulher em menos de uma semana, pobre fica milhonário em um piscar de olhos e milhonário fica pobre antes do dia acabar. É tudo uma questão de escolhas. Escolhas certas ou erradas, elas vão determinar quem você vai ser.
Mas quem somos nós para dizer que a escolha do outro é a escolha errada?!
Escolhemos o quê é melhor pra nós. Não podemos escolher por outro o que seria melhor pra nós. Mesmo assim, mesmo vendo uma pessoa querida fazer as escolhas erradas (erradas na visão de um todo, claro) não podemos fazer mais que dar conselhos e mostrar outros caminhos.
Caro amigo, não estou aqui para te julgar. Nunca fiz isso e nunca vou fazer. Por mais que eu mude, um sentimento verdadeiro como este não se perde. Por mais que eu fique chateado ou com uma ponta de raiva, isso passa tão rápido quanto vem. Amizade verdadeira não guarda rancor nem mágoas.
Tenho saudades de quando sentavamos na varanda e assim ficavamos a tarde toda, falando sobre nada, sobre o que iriamos fazer dali pra frente. Infelizmente a vida cobra mais da gente.
Eu mudei… mudei sim! Por vezes, isso pode ser mais difícil pra você do que pra mim. Mas o quê eu quero dizer é que, por mais diferentes que nossos caminhos tem se tornado, eu nunca vou dizer “adeus”. E por mais que estes caminhos nos tornem diferentes, eu nunca vou cobrar que você tenha as mesmas idéias e planos que eu. Nunca fiz isso, não vai ser daqui pra frente, né?!
Só quero que você cresça. Mas que faça isso com suas próprias mãos… um mérito seu.
Sinceramente,
este cara que te ama.