Verão de 2006

Betânia Beach, sol quente, sombra de palmeiras e filtro sem água.

Tava de bobeira aqui agora e coloquei um mp3 de uma banda que não ouvia a um tempinho bom. Caraca! Bateu uma nostalgia do cacete agora. Lembrei do tempo que a vida não cobrava muito… tempo em que o mais aprazível, era sentar na grama e ouvir o violão tocar.

Betânia Beach, summer of 2006.

Betânia Beach, summer of 2006.

Um encontro inesperado e começava ali uma das coisas que me deu mais prazer em fazer. Tudo sem pressa, bom de apreciar a evolução caminhando a passos curtos. Quando menos esperamos, estava lá em nossa frente, tudo que queríamos. Era pouco, mas a despretensão nos dominava esta época. Tínhamos poucos para nos apoiar, mas víamos muito neles, coisas que nos deixavam muito bem. Nós tinhamos mais e mais a cada dia. Um dia algo limitou-nos de dar mais um passo à frente, não lembro o que foi… talvez até lembre, mas não gosto de culpar o ego de alguém e correr o risco de sair perdedor da história. O fato é que este mesmo ego tentou nos empurrar pra frente, a fins de nos fazer enxergar com os olhos dele, mas não deu certo. Começava alí uma pequena guerra cujo final era certo, não haveria ganhadores.

Finalmente, ao cessar da fumaça, podemos ver que aquilo realmente era pra ficar alí, onde parou. Infelizmente não era da vontade deste ego estacionar suas idéias em um só lugar, ele queria mais. Mais tarde acabou conseguindo, porém, junto com tudo que estava juntando, veio o sentimento de que tudo era bom do jeito que era, parado alí, sem muitas pretensões. Mas já era tarde, e o que restava era ver somente o lado bom do caminho escolhido.

Fica a saudade…